quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ORACLE RECOVERY MANAGER ( RMAN ) - O que devo saber? - Parte I

Olá, tudo bem pessoal?

Bem, ultimamente eu tenho lido sobre diversos assuntos relacionados a Oracle, comprei alguns livros, dos quais não li nem metade ainda por conta de algumas tarefas e responsabilidades. Tenho também conversado muito com meus amigos que também são DBA's ao longo desse periodo, e alguns me revelaram ter dificuldades quando usam o RMAN.

Particularmente falando, eu mesmo tenho inúmeras dúvidas sobre o assunto, até porque é possível realizar infinitas tarefas relacionadas a backup e recover, usando esta incivel ferramente.

Tentarei aqui então neste artigo, passar o meu pouco conhecimento sobre RMAN, e sobre algumas das infinitas possibilidades que podemos encontrar no nosso dia a dia.


Espero que aproveitem e se divirtam.


O QUE É RMAN?


Iniciaremos pelo conceito , que é a forma mais básica ao meu ver de se compreender os problemas que enfretaremos ao nos aprofundarmos no uso deste software "milagroso".


Conceito : Utilizado em situações que requerem recuperação de ambiente de diversas formas, o RMAN como é conhecido, é a ferramenta da Oracle, presente na instalação padrão dos produtos Oracle, não como opção mais sim essencial para um bom funcionamento de um ambiente , seja ele de pequeno, médio ou alto risco. Falando a grosso modo ele é o gerenciador de backup's e de processos de restauração e reparação dos SGBD's Oracle que existem espalhados pelo mundo. É uma ferramenta muito estável a aprtir da versão 10g, pois com algumas de suas features, nós podemos realizar minuciosas tarefas de recuperação de dados.


QUAIS OS TIPOS DE BACKUP EU POSSO FAZER VIA RMAN?


Honestamente falando e sem exageros, acredito que todo tipo de backup seja possivel de ser realizado via RMAN, para isso , basta que você defina uma boa estratégia de Backup para o seu ambeinte, e isso é clarom, varia muito de lugar para lugar, de aplicativos para aplicativos contidos dentro do seu Banco de Dados. 


Sua janela de backup, ou sua estratégia de backup melhro disendo, deve contemplar sempre o quanto seu ambiente suporta de DOWNTIME. Ok , mas o que é DOWNTIME?


Bem, DOWNTIME vem a ser um termo técnico muito usado para dizer quanto tempo seu ambiente suporta ficar inoperante sem gerar grandes prejuizos em cifras para sua companhia. Sendo assim , você deter determinar esse tempo ( 2,3,1 hora ) , uma coisa que vocês devem entender é que nenhuma, eu disse NENHUM , ambiente é 100% seguro e livre de CRASHS que podem ocasionar um DOWNTIME inesperado, o que você deve fazer nesses casos é tentar manter uma estrutura de High Avaliable em sua empresa, que contenha além de seu ambiente de produção, haja também um segundo plano ( STANDBY Database, Active Dataguard ou DataGuard).


Voltando ao nosso assunto sobre tipos de backup, vamos citalos abaixo e ver o que podemos fazer de bom :


- Backup COLD :  uma das formas mais segurantes de se ter uma cópia de segurança do seu ambiente , quando este não possui uma opção ARCHIVELOG MODE habilitada. Nesses casos, a janela de backup or si só representa um DOWNTIME para a realização do Backup, pois o seu Banco de Dados deve estar fora de uso para ser backupeado. Isso também é do conhecimento daqueles que optam por essa estratégia, e geralmente em caso de um crash só poderemos voltar nosso mabiente até o ultimo COLD Backup realizado.

Obs.: Obviamente, quem já trabalhou com outras releases Oracle, já viu a opção de realização de Backups via scripts mesmo, funcionam e são bem seguras também.


- Backup HOT : aqui nós podemos realizar nosso backup com o nosso ambiente em plena produção, pois estamos respaldados com a camada de segurança da estutura de ARCHIVES , disponivel para no caso de termos um crash momentaneo, que nos possibilitará retornar os dados até o ponto em que quisermos, pois teremos conosco registrados nos Archived Log Files, as transações que por venturam alteraram os dados em nosso Banco.


- Backup's INCREMENTAIS : podemos ainda contar com a opção de realizarmos Backups apenas daquilo que foi alterado, dentro desta modalidade podemos usar as opções DIFERENCIAL e CUMULATIVO, ambos se basearam no nosso Backup em nivel 0, para podermos prosseguir com os demais niveis de Backup, que podem ir até o nível 3.


Se optarmos por um DIFERENCIAL, o nosso backup se baseara sempre no que foi backupeado em nosso conjunto de backups em nivel 0 , para determinar as diferenças realizadas daquele momento em diante, e fará uma cópia apenas do que está alterado ou seja, diferente.


No caso de usarmos a opção CUMULATIVA ( Cumulative ), este terá como base o mesmo conjunto realizado no nosso nivel 0, mas com a diferença de que mesmo com isso, ele fará uma copia de tudo que seguir após a realização do nosso nivel 0.


Nota Importante : Se optarem por usar Backups do tipo INCREMENTAL, verifiquem a possibilidade de usarem o BCT ( Block Change Tracking ) habilitado , pois isso fará e dará uma melhor performance aos seus backups incrementais, pois um registro é criado para o seu banco de dados , contendo todo o rastro das alterações realizadas, o tamanho do arquivo de BCT é também definido de acordo com o tamanho do seu SGBD. Caso você use o BCT habilitado, esse arquivo gerado contem informações de todos os Tablespaces do seu banco de dados, já se você usar backups incrementais mais sem o BCT ativado, ele coletara apenas por padrão , informações a cerca da tablespace SYSTEM.


TIPOS DE ARQUIVOS QUE POSSO BACKUPEAR VIA RMAN.


Essa é uma pergunta ou melhor uma das seções que caem até no exame 1z0-043 - OCP 10g, onde a reposta são 4 opções.


Vejam abaixo os arquivos que podem ser Backupeados :

- Data Files
- Archivelog File
- Current Control File
- Current Server Parameter File.


Bem, pararemos por aqui hoje, volto em um próximo artigo, falando mais sobre esses arquivos que podem ser backupeados via RMAN e continuaremos com mais particularidades.


Abraço á todos!!!!


P.s: Não deixem de comentar.